Nutrição
Nutrição
A infância é a fase de formação dos hábitos alimentares. É quando as crianças se acostumam a consumir diversos tipos de alimentos e definem de quais deles elas gostam ou não. É nesta época também que a criança começa a ser mais independente e a comer sozinha. Por ser uma fase de desenvolvimento, os pais têm grande responsabilidade e devem guiar seus caminhos, criando um ambiente para que a criança sinta prazer em consumir alimentos saudáveis.
A melhor maneira de começar é dando o exemplo. Principalmente na fase pré-escolar, as crianças tendem a imitar o que veem os adultos fazer. Se você disser pro seu filho comer fruta, mas não tiver este hábito, só vai confundir a cabeça dele… “Afinal, se comer fruta é bom, porque meus pais não comem?”
Como essa é a idade das descobertas, a alimentação muitas vezes se torna menos interessante do que brincar com os novos amigos. Portanto, não se desespere se seu filho não quiser comer tudo todos os dias. Isso é normal.
Algumas táticas podem aumentar o interesse dele. A principal delas é envolver seu filho no preparo dos alimentos. Pedir para ele misturar os ingredientes da salada, por exemplo, faz com que ele queira experimentar aquilo que fez. Até mesmo ajudar a colocar a mesa aumenta a participação da criança nestes momentos.
Ofereça uma variedade de alimentos e prepare-os de diferentes maneiras. Não é porque você não gosta de algo, que seu filho também não vai gostar. Seus paladares e preferências podem ser diferentes. Respeite os dele. Outro ponto importante é oferecer diversas vezes um tipo de alimento, antes de achar que seu filho não gosta dele. O ideal é que ele experimente cada alimento no mínimo oito vezes para chegar a essa conclusão.
Estabelecer uma rotina é muito importante. Acostume seu filho a ter horários e lugar certo para se alimentar. Além disso, faça da refeição um momento agradável, para que ele não associe a alimentação com brigas ou chantagens, por exemplo, e tenha prazer em dividir este momento com a família.
A adolescência é um período de grandes mudanças, desde as físicas até as comportamentais. Com o aumento do tamanho do corpo, em estatura e peso, aumentam as necessidades não só de energia, mas também de ferro e cálcio, importantes para a composição do sangue, músculos e ossos. Por isso, o consumo de alimentos ricos nesses nutrientes é mais do que necessário e deve ser estimulado.
As meninas, especialmente, devem aumentar o consumo de ferro, já que é durante esta fase que acontece a menarca – a primeira menstruação – que depois se repete todos os meses, com perda de sangue e, portanto, de ferro. Os principais alimentos que contêm ferro são as carnes, aves, peixes, ovos e feijões.
Outra característica típica da adolescência é o crescimento rápido do corpo. Nas meninas, ele acontece antes da menarca. Nos meninos, quando já estão um pouco mais velhos, entre os 13 e os 15 anos. Nessa fase, o gasto calórico do corpo aumenta e deve ser observado para a manutenção de um peso saudável.
Os aspectos comportamentais também têm grande influência na escolha alimentar dos adolescentes. Esta época da vida é caracterizada pela autoafirmação e pelo questionamento da autoridade e dos valores dos pais. A opinião do grupo passa a ter maior importância nas decisões, pois há a necessidade de aceitação. Por isso, o consumo de alimentos do tipo fast food é mais frequente e pode facilitar o ganho de peso.
As dietas radicais também estão se tornando cada vez mais comuns entre os adolescentes, na busca do corpo ideal, baseado nos ídolos de beleza. Mas esta é uma prática perigosa, que pode afetar a saúde e até dificultar o controle de peso no futuro.
O ideal é buscar o controle de peso através da alimentação balanceada e dos exercícios. E para que essa prática seja prazerosa, as atividades físicas devem ser inseridas no dia a dia, de preferência com os amigos.
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A melhor forma de driblar a correria do dia a dia e não deixar que a boa alimentação fique em segundo plano é se programar, lembrando sempre que fazer tudo bem feito também depende da sua saúde. Ficar muito tempo sem se alimentar, por exemplo, deixa você sem pique e pode aumentar sua fome na próxima refeição, fazendo com que você exagere na quantidade.
Comece o dia com um café da manhã nutritivo. Além de mais energia para tudo, estudos comprovam que quem capricha nessa refeição tem melhor desempenho no trabalho e nos estudos. Uma dica para não passar esse momento em branco é deixar a mesa posta (sem os alimentos refrigerados, é claro!) e os lanchinhos separados na noite anterior.
Durante o dia, para facilitar, tenha sempre lanches práticos e fáceis de carregar, como biscoitos integrais ou frutas secas. Ter uma garrafinha de água também ajuda a deixar você hidratado em qualquer lugar.
Em casa, tenha opções práticas na geladeira. Alimentos que só precisam ser descongelados ou assados, por exemplo, são rápidos de preparar e podem ser acompanhados por uma salada prática, daquelas que já vem pré-lavadas. Você só precisa inventar um tempero novo e pronto.
Não faça dieta por conta própria no pós-parto, recomenda patrícia Davidson, nutricionista carioca. Má alimentação nessa época pode diminuir a produção de leite. Só depois da amamentação opte por regimes mais restritos.
–Nas primeiras semanas, evite alimentos que favoreçam a produção de gases, como chá preto e laranja. Isso ajuda o nenê a não ter cólicas. Fazer a refeição em local tranqüilo e mastigar bem também ajuda.
–Prefira alimentos integrais como pães, biscoitos, arroz integral, pois garantem maior saciedade por causa das fibras e fornecem vitaminas do complexo B ao organismo.
–Fuja do açucar refinado.
–Aumente a injestão de líquidos (tais como água, sucos de frutas naturais, água-de-coco, chás de frutas, sopas) para pelo menos dois litros ao dia a fim de garantir a boa produção de leite.
–Coma alimentos ricos em gorduras essenciais (ômega 6 e ômega 3 ). Elas serão passadas para o nenê. Pesquisas indicam que mais da metade das conexões cerebrais durante o primeiro ano de vida, assim como a integridade do sistema nervoso, dependem dessas gorduras fornecidas pela mãe, através do leite materno.
–Inclua na alimentação, duas vezes por dia, algum farelo rico em fibra. Alterne entre o farelo de semente de linhaça, o de arroz e o de aveia.
–Escolha comidas com grande quantidade de antioxidantes, a exemplo de frutas e vegetais frescos ou desidratados, como alecrim e orégano, pois são ricos nessas substâncias.