Estudos Bíblicos
Estudos Bíblicos
“Trago boas novas de grande alegria… para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. (Lc 2.10-11)
A palavra religião sugere a ideia de “religar”: é o homem tentando religar-se a Deus. Já evangelho (“boas novas”) é a notícia de Deus buscando o homem. Evangelho é Jesus convidando: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28)
Religião é esforço humano; evangelho é empenho de Deus: “Deus tanto amou o mundo que deu seu filho Unigênito, para que todo que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Deus deixou o céu em busca de nós, tornando-se homem, o que religião nenhuma ensina. O evangelho diz que “[Jesus] não considerou que ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens… e foi obediente até a morte!” (Fp 2.6-8).
Jesus não se oferece como alternativa, mas é exclusivo, afirmando: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14.6).
Pedro, um dos seus discípulos, confirma isso em At 4.12: “Não há salvação em nenhum outro, pois abaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”.
Infelizmente, porém, o homem quer criar seu próprio meio de chegar a Deus, inventando religiões. Todavia, o plano de Deus para nós inicia-se com o apelo ao arrependimento e a promessa de vida nova, chamada de “novo nascimento”: “Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo”, dis Jesus (Jo 3.3).
Quando o carcereiro de Filipos indagou Paulo o que fazer para ser salvo, este não o aconselhou a seguir uma religião, mas disse-lhe: “Creia no Senhor Jesus e serão salvos, você e os de sua casa” (At 16.31). Isto é evangelho – boa nova para você.
Ler: Atos 17.16-30
Na religião, o homem procura o salvador;
no evangelho, Deus revela o salvador.
Se os mortos não ressuscitam, “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”. (1Co 15.32B)
Uma antiga propaganda televisiva me chamou a atenção para a forma como muitos agem diante do desespero causado pela consciência da brevidade da vida. Ela apresentava um rapaz levando um copo de cerveja a um “coronel”.
Recebeu a ordem de entrega e, debaixo de um sol escaldante, sob forte tentação de saciar a própria sede com aquela bebida aparentemente geladinha, foi cumpri-la. Chegado ao destino, ao receber a saldação do “coronel” que, por rara cortesia ou pura formalidade, lhe disse: “Senta aí filho, descanse e tome alguma coisa”, passou a tomar a cerveja que havia levado. Um dos capangas do “coronel”, num instante, já encostava sua arma engatilhada na cabeça do moço que, com a cara de desespero, bebia ainda mais rápido, como se dissesse: já que vou morrer mesmo, quero aproveitar ao máximo esta bebida. A propaganda até era engraçada, não se pode negar, mas mostrava o desespero dos que não aguardam nada da eternidade e pensam em aproveitar tudo ao máximo porque estão prestes a morrer!
Percebo que o carnaval é semelhante a isto. É uma verdadeira festa de desesperados, um grito de socorro. Pessoas fazem de tudo sem se importar com nada, por pensarem que a vida é muito breve. Por esta festa o povo continua dizendo: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”! E isto até de forma lógica, pois se percebem que o tempo é curto e se não esperam nada para depois da morte, nada mais lhe resta do que “aproveitar” o pouco que possuem, como Paulo destacou no texto base desta meditação. Assim, a festa dos desesperados, como o carnaval, continuarão a existir enquanto seus adeptos não encontrarem a solução para a aparente brevidade da vida. Solução que está na fé em Jesus. Portanto, aproveite este carnaval e responda aos apelos dos desesperados que estão próximos a você apresentando-lhes Jesus, a esperança da vida eterna.
Ler: 1 Tessalonicenses 4.13-18Jesus é a solução para o desespero causado pela evidente brevidade da vida na terra.